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Fumaça sobe no aeroporto La Carlota em Caracas, Venezuela, em 3 de janeiro de 2026, após ataques aéreos dos EUA. © 2026 AP Photo/Matias Delacroix

(Washington, DC) – Na noite de 2 de janeiro, os Estados Unidos realizaram ataques contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa. Maduro governou o país durante uma década de repressão. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou em 3 de janeiro que os Estados Unidos “administrarão” a Venezuela até que ocorra uma transição.

A seguinte declaração pode ser atribuída a Juanita Goebertus, diretora para as Américas da Human Rights Watch:

“Após décadas de brutal repressão sob o chavismo, os venezuelanos merecem uma transição rápida para uma democracia que respeite os direitos humanos, liderada pelos venezuelanos, na qual suas liberdades e seus direitos de participar de eleições livres e justas sejam respeitados, os presos políticos sejam libertados e os responsáveis ​​por graves violações dos direitos humanos sejam responsabilizados. Observadores eleitorais independentes apresentaram dados que mostram que, em 2024, os venezuelanos votaram para remover Maduro do poder e que os resultados oficiais foram fraudulentos.

A Human Rights Watch continuará monitorando e investigando quaisquer ataques dos EUA em solo venezuelano. A execução extrajudicial de 115 pessoas pelos Estados Unidos em embarcações no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, antes dos ataques na Venezuela, é um sinal alarmante do desrespeito da administração Trump às suas obrigações em matéria de direitos humanos. A Human Rights Watch também monitorará a resposta das atuais autoridades venezuelanas, incluindo quaisquer abusos contra opositores políticos e críticos no país.

Neste momento crítico, instamos os governos da América Latina e da União Europeia a promoverem uma transição pacífica para uma democracia que respeite os direitos humanos na Venezuela”.

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